Quando eu esqueço de tomar meu remedinho... você conhece o clássico diálogo que antecede a famosa luta entre Neo e Smith (e seus 1 milhão de clones viróticos) no filme Matrix Reloaded? Então, eu o recito diante do espelho! E as falas tanto do protagonista quanto do antagonista. É bacana porque dá pra perceber no olhar quando estou Sr. Andersen ou o Agente que se multiplica. (purpose!)
Por falar em múltiplos, eu estou tão assim que já converso até sobre coisas banais; tipo: ontem filosofei sobre o ventilador. Ligar ou não ligar? Eis a questão. Isso depois de dialogar com Jack pra ele não estragar o sofá de couro que tá em frente à minha cama, já todo marcado de unhadas. Mas falar com bichos até que é normal né?
Mas não; não posso ser normal; não com as influências que recebo: um cara que procura vorazmente uma fita métrica pra saber o quanto conseguiu perder de gordura no abdome; um cara que lê, ao mesmo tempo (pasmem), Emily Brontë, Fernando Pessoa, Murilo Mendes, Guimarães Rosa, tabela calórica de alimentos, sinopses de filmes piratas -- com aquela impressão chula, muro de recados dos outros; que entra em estabelecimentos comerciais e fica contando, embora não precise mais, mercadorias, reparando se estão arrumadas e separadas cada uma em sua devida categoria; que assiste a filmes macabros e sanguinolentos fazendo uma refeição; que gosto de coisas tão díspares quanto Backyardigans e Pantera; que luta consigo mesmo para re-velar-se.
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