Minha liberdade aparece no percorrer da caneta, ou lápis, no papel. Está no dedilhar do teclado, pelo qual as letras são inseridas numa folha virtual. De quando em quando, mostro-me para a realidade... Ora, querer que eu permaneça sempre velado, vivendo por trás du'a máscara... improvável! Mas reconheço que não é o meu forte aparecer no ambiente real; não me sinto à vontade. Um tal desconforto nesse confronto deixa-me um quê perturbado, e, assim, descaracterizado, sem essência, sem mim, sem o EU que de verdade sou.
Eu sou livre quando faço piadas sobre mim e sobre meus alteregos. Para mim, a capacidade de se reconhecer, de se enxergar mais de um, mais de dois, vários, consequentes, antagônigos, etc., já me dá uma noção muito pertinente do que é ser livre, não rotulado, sem estereótipos, simplesmente EU. Minha graça, mesmo quando não faz rir, reside nisto. Quando digo "graça" está mais pra dádiva do que para algo engraçado. É um presente ver-me ausente de mim e poder discursar sobre. Sem parâmetros, sem conceitos, sem pré-concepção.
Assim, sinto-a -- ao meu lado, à minha volta -- acariciando meu rosto, concedendo-me u'a sensação aproveitada por poucos, por simples, por sãos e loucos, por atentos, por quem tenta... Tente!
Eu sou livre quando faço piadas sobre mim e sobre meus alteregos. Para mim, a capacidade de se reconhecer, de se enxergar mais de um, mais de dois, vários, consequentes, antagônigos, etc., já me dá uma noção muito pertinente do que é ser livre, não rotulado, sem estereótipos, simplesmente EU. Minha graça, mesmo quando não faz rir, reside nisto. Quando digo "graça" está mais pra dádiva do que para algo engraçado. É um presente ver-me ausente de mim e poder discursar sobre. Sem parâmetros, sem conceitos, sem pré-concepção.
Assim, sinto-a -- ao meu lado, à minha volta -- acariciando meu rosto, concedendo-me u'a sensação aproveitada por poucos, por simples, por sãos e loucos, por atentos, por quem tenta... Tente!
Que venha 2012, com muito mais Liberdade!
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